Quem tem gato em casa sabe que eles são seletivos para tudo, inclusive para a comida, e muita gente escolhe a ração do pet pelo preço, pela embalagem parecer profissional ou porque “estava em promoção”. E aí o bichano come durante anos algo que pode não ser o mais adequado para ele.
A boa notícia é que escolher a ração certa não é tão difícil quanto parece e com algumas informações simples, você consegue fazer isso com segurança e ainda entender por que isso faz tanta diferença na saúde e no bem-estar do seu gato.
Por que a ração importa tanto?
O gato é um animal carnívoro obrigatório. Isso significa que o corpo dele foi feito para extrair nutrientes de proteínas animais, e ele simplesmente não consegue sintetizar certas substâncias essenciais por conta própria, como a taurina, por exemplo.
Quando um gato come uma ração de má qualidade por muito tempo, os problemas aparecem aos poucos, pelo sem brilho, excesso de pelos caindo, problemas urinários, obesidade, diabetes e doenças renais. Essas são algumas das condições mais comuns em gatos domésticos, e grande parte delas tem relação direta com a alimentação.
Por isso, entender o que está dentro do pacote de ração é um dos gestos de cuidado mais importantes que um tutor pode ter.
O que olhar na embalagem?
Você deve observar a lista de ingredientes. Os ingredientes aparecem em ordem decrescente de quantidade, ou seja, o que vem primeiro é o que tem mais no produto.
Em uma boa ração, você quer ver proteína animal no começo da lista, frango, salmão, atum, carne bovina. Se os primeiros ingredientes forem milho, farinha de trigo ou subprodutos de origem duvidosa, é sinal de alerta.
Outro ponto importante é a tabela de garantias. Ela mostra o percentual de proteína bruta, gordura, fibras e umidade. Para gatos adultos, em geral, é recomendável uma ração com pelo menos 30% de proteína bruta. Para filhotes, esse número pode ser ainda maior, já que eles estão em fase de crescimento acelerado.
Ração seca, úmida ou mista?
Essa é uma das dúvidas mais comuns entre tutores. E a resposta honesta é: depende do seu gato.
A ração seca é mais prática, mais barata e ajuda a manter os dentes limpos por conta da textura crocante. Porém, ela tem baixo teor de umidade, o que pode ser um problema para gatos que bebem pouca água, predispondo-os a problemas nos rins e no trato urinário.
Já a ração úmida (aquelas em sachê ou lata) tem muito mais água na composição, o que ajuda na hidratação do animal. O sabor também costuma agradar mais. O ponto negativo é o custo, geralmente mais alto, e o fato de que ela não pode ficar no pote por muito tempo após aberta.
Muitos veterinários recomendam combinar as duas, usando a ração seca como base e complementando com a úmida algumas vezes por semana. Mas se você tiver dúvida, o melhor sempre é consultar o veterinário de confiança.
Cada fase da vida pede uma ração diferente
Filhotes, adultos e idosos têm necessidades nutricionais completamente diferentes. Uma ração para gato filhote tem mais calorias e mais proteína, porque o bichinho está crescendo. Já um gato adulto castrado, que fica mais em casa e se move menos, precisa de uma formulação que controle o ganho de peso.
Gatos sênior, geralmente a partir dos 7 anos, se beneficiam de rações com menos fósforo (para proteger os rins) e com ingredientes que cuidem das articulações, como glucosamina e condroitina.
aquela ração “para todos os gatos” pode até servir por um tempo, mas o ideal é sempre buscar uma que seja formulada para a fase de vida do seu animal.
Atenção ao peso e às calorias
Obesidade em gatos é um problema sério e muito mais comum do que parece. Um gato com excesso de peso tem maior risco de desenvolver diabetes, problemas nas articulações e doenças hepáticas.
Por isso, além de escolher uma boa ração, é fundamental seguir as recomendações de quantidade indicadas na embalagem, levando em conta o peso atual do animal. E resistir ao olhinho de saudade que o seu gato faz quando o pote está vazio. Ele é um bom ator.
Marcas premium valem a pena?
Sim, em geral valem. Rações premium e super premium costumam usar ingredientes de melhor qualidade, têm maior digestibilidade (o que significa que o gato aproveita mais do que come) e geram menos desperdício, inclusive nas fezes, que ficam em menor quantidade e com menos cheiro.
É um investimento maior no começo, mas que tende a reduzir gastos com veterinário a longo prazo. Saúde tem esse efeito: quando você cuida bem, aparece menos na clínica com emergência.
Na hora de trocar de ração, faça com calma
Se você decidiu mudar a ração do seu gato, não troque de uma vez só. A transição deve ser gradual, ao longo de 7 a 10 dias, misturando a ração antiga com a nova em proporções crescentes. Isso evita problemas digestivos como vômito e diarreia, que são bem comuns quando a mudança é abrupta.
Observe também a reação do seu gato. Ele está comendo bem? O pelo continua bonito? Está com energia? O cocô está formado e sem cheiro muito forte? Esses são bons sinais de que a ração está caindo bem.
A escolha certa começa agora
Cuidar bem de um gato é muito mais do que dar amor e colo, embora isso também seja essencial. Passar para uma ração de melhor qualidade é uma das mudanças mais simples e que gera um impacto real e visível na saúde do seu animal, às vezes em poucas semanas.
Se você quer dar um passo concreto hoje, comece pesquisando rações com boa avaliação, ingredientes de qualidade e formulação adequada para a fase de vida do seu gato.
Seu gato não vai falar por palavras, mas com certeza vai demonstrar no brilho do pelo, na energia do dia a dia e no ronron no seu colo que você fez a escolha certa.
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